segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

PEDÁGIO PRA TOCAR O SINO E SUBIR NA TORRE DA IGREJA MATRIZ DE CÁSSIA.

 Naquela época o FERNANDO DA HORÁCIA e o PEDRO PIAU eram os secretários(Coroinhas e sacristãos) do MONSENHOR SILVIO. Viviam de baixo pra cima na perua RURAL WILLYS do Monsenhor. Eram também encarregados de tocarem o sino da Igreja.

Eu morria de inveja deles, pois achava que eles eram privilegiados. Nas barraquinhas e nas festas beneficentes...lá estavam eles na mesa do Monsenhor tomando guaraná e se empanturrando de comidas gostosas. Mas o que eu mais tinha inveja... era deles baterem o sino e ainda subirem lá no alto da torre da MATRIZ. 

Tomei coragem e fui falar com o PEDRO PIAU sobre a possibilidade de tocar o sino e subir na torre da Igreja...ele disse que não. Falei então com o FERNANDO DA HORÁCIA. Ele sorriu e disse: CLARO...qualquer dia desses eu te levo lá. Todavia esse dia nunca chegava. Então resolvi abordá-lo novamente e lhe propus pagar o pedágio...dando-lhe duas maçãs argentinas(aquelas cheirosas que vinham embrulhadas num papel lilás forte, que meu pai vendia). Ele topou na hora...e no mesmo dia lá estava eu realizando meu grande sonho.

Ah como fiquei feliz naquele dia !

Nunca mais esqueci aquela cena: EU PUXANDO AS CORDAS DO SINO e o FERNANDO DA HORÁCIA todo sorridente...degustando as deliciosas maçãs argentinas.

Que tua alma seja para sempre abençoada FERNANDO !



DOIS ANJOS QUE VIVERAM EM CÁSSIA.

 Toda cidade tem seus anjos...Cássia sempre foi protegida por esses anjos...que em realidade são pessoas especiais e inocentes, que lidam com as situações do dia a dia...de uma maneira imprevisível e inofensiva. São desprovidos de malícia e de má fé. Agem eternamente como crianças...mesmo depois de adultos. Meu pai dizia que esses anjos tem a alma dentro do coração...e que vieram ao mundo para ensinar-nos a ser MAIS HUMANOS...MAIS SENSÍVEIS.

Tive o privilégio de conviver com dois desses anjos: FERNANDO DA DONA BILIA e VICENTE DO NABOR. Durante muitos anos eles trouxeram alegria para os Cassienses e foram protagonistas de deliciosas histórias.

O FERNANDO DA DONA BILIA era Flamenguista doente. Me lembro que ele tinha um radinho de pilha, que levava pra onde ia. Super doce e educado...cumprimentava todo mundo com muita atenção e carinho. Certa vez fui lá no Seu Azarias(Atual casa do Lelo e da Angela Enfermeira) buscar um saco de cimento com o meu carrinho de mão.Quando lá cheguei a casa estava na maior risaiada. E aí veio a explicação: A Dona LULIA estava jogando TRUCO com a Dona Adelaíde mãe do BIGU, com o Seu ISNAR Borges e com a Dona ZULMIRA do Sindoca. Num momento de distração dos jogadores, o FERNANDO que estava por alí sapeando o jogo, acrescentou, inocentemente ao baralho...mais um ZAP. Imaginem a confusão que deu ! Mas depois a coisa virou piada.

Nessa época havíamos mudado para a Rua Comendador Antenor Machado...e quando estava levando o cimento pra casa...dei uma paradinha na Praça do Fórum...pra ver o GILBERTO do Professor Mozar cantando e tocando num violão velho de três cordas junto com o ESTACINHO e o TIÃO CASTALDI. De repente chegou o VICENTE do Nabor e a MARIA DO MAJOR e entraram na cantoria. E então o que já era bom...ficou melhor ainda. E ainda deu tempo de ver...a BELA CUTUTA lá na janela da casa dela.

É por isso que eu sempre digo: EU MORO NO LUGAR MAIS LINDO E MÁGICO DO MUNDO...


CÁSSIA-TERRA DE PECADORES.

 Alguém me disse que o Seu Joaquim FIGURÃO da venda(atual Banco do Brasil) estava procurando meninos, que soubessem a tabuada até 10, para vender velas na Semana Santa. Fiz o teste e só errei quanto era 7 x 9 e dei uma vacilada no 6 x 9, mas consegui consertar a tempo. As velas só podiam ser vendidas, mais cedo, antes das procissões. Éramos 8 meninos, ficávamos nas imediações da Igreja Matriz e abordávamos quem passava sem vela. Vendíamos 3 tipos de velas: pequena, média e grande. Vendíamos também a vela acrescentada com o suporte aparador da cera derretida que caía. Todavia a maioria das pessoas não queriam o suporte, preferiam se queimar como sacrifício...pelos pecados cometidos.......... Observação: Após a Semana Santa, eu na minha inocência, comecei a observar as mãos das pessoas, para ver o quanto elas eram pecadoras. E, naquela época, cheguei a conclusão, que Cássia era muito rica em pecadores....rsrrsrrs


sábado, 6 de fevereiro de 2021

A BENZEDEIRA DA RUA DOS GUARANIS.(Dona Maria do PAZÉ).

 Mudamos para a Rua dos Guaranis perto do antigo LIXÃO. No fundo dessa Rua, em frente da casa do Seu Joaquim Faleiros(que fazia uma farinha deliciosa), morava uma BENZEDEIRA famosa, mãe do Pazico e do Pazeca, numa casa sem reboco e cheia de pequenos buracos, que nunca eram consertados. A horta da casa era enorme e repleta de plantas medicinais. Vinham pessoas de todas as partes para serem benzidas.

A coisa funcionava assim: A pessoa chegava e expunha seu problema para a BENZEDEIRA, que a escutava com muita atenção e sem nenhuma interrupção. Terminada a exposição do problema...a BENZEDEIRA dava umas fungadas profundas e com uma voz estranha dizia: já tô falano com os anjos, com Santo Estevão, Santo Onofre, São e Damião e Santo Expedito...pra aceitá o seu pidido. Depois ia lá na horta e colhia um feixinho de plantas medicinais(arruda, gambá, erva de Santa Maria, funcho, hortelã etc). Em seguida enfiava e tirava o feixinho de ervas numa panela de água fervendo...criando no ambiente um cheiro misterioso...acompanhado de um fumacê. JESUS DO CÉU !... Aquilo entrava na alma da pessoa...causando uma atmosfera espiritual perfeita. E ai vinham as rezas...

Da fresta do buraquinho na parede...eu acompanhava TUDO com a maior atenção...e por incrível que pareça, me sentia benzido também. Acho que é por isso que me sinto tão abençoado.

BENDITO SEJA DEUS !


ISSO É QUE É MARKETING !

Quando não tinha nada para fazer...eu ficava ali perto da Rodoviária de Cássia tentando ganhar alguns trocados. Naquele dia, para a minha sorte, não havia nenhum taxi na rodoviária...e eis que desce da jardineira que vinha de Passos...TODA EMPETECADA E COM ARES ARES DE MADAME DESAMPARADA...uma mulher de meia idade com um monte bagagens. Eu a abordei e perguntei-lhe: A SENHORA QUER QUE EU CARREGUE AS SUAS MALAS COM O MEU CARRINHO ?(Carrinho de mão de madeira feito com rodas de velocípede). Ela me sorriu e disse: SIM.

Depois que ajeitei tudo no meu carrinho perguntei-lhe:  QUAL O ENDEREÇO SENHORA ? E ela, mais uma vez sorrindo, disse-me...para a ZONA, você sabe onde é ?...SIM SENHORA respondi-lhe.

E lá fomos nós no maior papo subindo a Rua Coronel Saturnino Pereira. Paramos na Farmácia do Seu Cacildo(Padaria La Ventana) para ela comprar umas coisinhas e depois na Loja do Nabor pra mais umas comprinhas.

Quando passamos na Padaria do Seu Roque(onde hoje é a Farmácia do Missênio)...ela entrou, comprou uma rosca e começou um papo animado com o proprietário. A nossa última parada foi no bar do Zé Vinuca(Onde hoje é a loja do Lôlo).

OBSERVAÇÃO: É importante informar ao leitor, que nessas paradinhas que ela dava...e eu sempre trocava umas conversinhas com os conhecidos. E como meu pai dizia: Existem duas coisas que não devemos confiar, que são...DESTINO E BOCA DE MENINO.

Finalmente entramos na ZONA e paramos na quarta casa do lado direito(que era uma das melhores)...onde descarreguei todas as bagagens...bebi água da torneira e fiquei esperando. Ela então me deu uma gorjetinha e disse: MININO...NÃO CONTE PRA NINGUÉM QUE VOCÊ ME TROUXE AQUI, TÁ !

Eu respondi-lhe: SIM SENHORA.

PRONTO...O MARKETING(PROPAGANDA) ESTAVA FEITO !

No mesmo dia Cássia inteirinha sabia que tinha uma nova meretriz na cidade...










PRONTO...A PROPAGANDA ESTAVA FEITA !


Malvado.

 Era tão acostumado a ferir as pessoas...que quando feriu mais uma...nem percebeu.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

 

Na carroceria de um caminhãozinho 3/4, com pouquíssimos pertences, minha família chegou em Cássia-MG em 1.960. Era época da construção das barragens de Furnas e Peixotos. Moramos 2 anos na Zona Rural numa chácara distante 7 kms da cidade.(Perto da fazenda do Joaquim Procópio).

A nossa casa era de pau a pique com piso de terra. Nossos colchões eram feitos com palha de milho...e os travesseiros eram de tabôa(planta típica de brejos). Meu pai cultivava café, fumo, feijão, milho, mandioca, criava galinhas e porcos...além de fazer azeite de mamona. Tínhamos uma égua chamada ROLINHA que servia de montaria e também para puxar a carroça e o arado.. A nossa cachorra chamava-se MINERVA.

A água vinha de uma cisterna. A iluminação noturna era feita através de lamparinas a querosene.

Duas vezes por mês íamos na missa dominical na igreja de Santa Efigênia(Patrimônio).

UM NEGÓCIO VERMELHINHO E MOLE.

Antigamente o FUBÁ era muito consumido pelas famílias mais pobres. ANGU, sopa de fubá, mingau de fubá(com quiabo, taioba, ovo, orapronobis), broa, bolinho de fubá, bolo de fubá. 

Na fazenda do seu Joaquim Procópio tinha um MUNHO(Moinho), que transformava o milho em FUBÁ. Precisando de fubá em casa, eu e meu pai fomos até o MUNHO. Enquanto esperava, comecei a passear perto da casa sede da Fazenda. Assim sem mais nem menos comecei a conversar com a gentilíssima esposa do Fazendeiro(Dona Dorvala). De repente estávamos na cozinha da fazenda...onde ela abriu uma caixa azul enorme, que estava cheia de alimentos...e tirou dela uma tacinha com um negócio vermelhinho mole e ofereceu-me. Vendo a minha surpresa...disse que era para eu comer.

Foi a primeira GELADEIRA que vi em minha vida e a primeira vez que comi gelatina.


Em 1.962  mudamos para a cidade, para uma casinha de horta na Rua Dep.Delson Scarano(Bairro Peixotos)...onde meu pai trabalhava em sociedade com o Bastião Alcides...como lenhador e vendedor de lenha. Nossos vizinhos eram: Carlos Padeiro, Osvaldo Zoti, a familia do BURELA, a família do Iezo e a do seu Chiquinho da venda. 

Comecei a estudar no Grupo Escolar Melo Viana, minha primeira Professora foi a maravilhosa Dona Neuza Aroeira(esposa do DUDU SALERNO). Me recordo que a Tianinha Pires,Zé Quintino, Vanderlei Quintino, Borginho e o Natinho Borges foram meus amigos de classe. Vieram então as primeiras aulas de canto com a Dona LUCI REIS...MINHA JANGADA VAI SAIR PRO MAR(Dorival Caymmi)...enquanto cantávamos essa música eu sonhava em conhecer o mar. Me lembro que eu era um menino apaixonado pelo VENTO...qualquer ventinho me tirava da realidade e me levava para o mundo dos sonhos e das fantasias...onde saboreava deliciosas fatias de felicidade. Foi nessa época que aprendi a assobiar e a observar tudo ao meu redor.. Me lembro que todos os ENTERROS passavam na minha rua...e eu costumava contar o número de acompanhantes.

Um dia veio a nossa casa um Caixeiro viajante chamado Senhor Lindolfo, que vendia bugigangas e encantava as pessoas com a sua prosa fácil. Foi através dele que ouvi pela primeira vez a frase: ALEGRIA DE VIVER. Essa frase passou a ser a bússola de minha vida.

PAPAI sempre nos dizia: Uma vida só é rica e tem sentido...se tiver alegria de viver.

Foi assim que minha jangada saiu pro mar...levada pelos ventos da ALEGRIA DE VIVER...

Depois nos mudamos para a Praça Barão de Cambuí, onde é hoje a Loja do Joãozinho. E foi ali, no coração de Cássia, que meu pai começou a sua vitoriosa trajetória de comerciante de frutas, verduras e vitaminas. Meu pai teve apenas um ano de escola, mas tinha uma comunicabilidade e um humor...muito acima da média. De coração generosíssimo conseguiu com o passar dos anos...o respeito e a admiração dos Cassienses. BENTO DA VITAMINA se tornou o determinado guerreiro da história do menino que amava o vento.

Papai era muito positivo,  não xingava, não reclamava e parecia quase sempre sempre feliz. Sua grande frase era: NADA DÁ MAIS LUCRO DO QUE PENSAR POSITIVO.

Tinha uma espiritualidade poderosíssima ancorada na fé em Santa Rita de Cássia e no Divino Espírito Santo. Ele sempre dizia para os mais chegados: Sou BENTO...sou um ABENÇOADO POR DEUS. E contava a sua história assim:"Quando minha mãe estava grávida de mim...ela esteve a beira da morte, quando foi picada por mais de uma centena de marimbondos. E ela prometeu que se eu me salvasse...iria me chamar BENTO(O abençoado)."

Papai me ensinou que SÓ QUEM APRENDE A AGRADECER...É QUE SE TORNA FELIZ.

Durante muitos e muitos anos, duas vezes por semana, meu pai saía de Cássia para comprar frutas e verduras em Franca-SP, pegando carona nos caminhões de tijoleiros.(Bixiga, Cenir, Zezinho Bastos, Alaor Bastos, Abílio Del Bianco, Negrão, Pedro Faria, etc.

Enquanto papai vendia frutas e verduras eu me tornei um menino que brincava pelas ruas e periferia de Cássia...jogando pião, bola, bolinha de gude, jogo de fichinha de relógio, brincando de SALVA, PIQUE, MARÉ e trocando figurinhas e gibis.sem me preocupar com mais nada. Adorava ver as JARDINEIRAS(ônibus antigos) chegando na Rodoviária do ZÉ ROXINHO, as pessoas comprando nas casas Pernambucanas(AMIR, ZÉ COSTA, LÔLO, MARIA FARIA, DONA OLGA e JOÃOZINHO DA LOJA) e na CASA HELUANY(Seu Wilson e Dona Cecília). Que delícia os sorvetes e picolés do Bar e sorveteria SPUTINIK(Seu DITO, Dona Efigênia, Cacaia, Regina, Silvia, Antonio Marmo e Paulinho) !!! Ouvir as fofocas da cidade lá na Tabacaria do Nenê do Janvir e da Dona Tereza, entrar na Papelaria "A VANGUARDA" pra ver as novidades...Ver as pessoas entrando no Banco Moreira Salles(ADJAR, HENRIQUE ALONSO, EDSON MORAIS e GERALDO MAIA) e no Banco Mineiro da Produção(Seu CHIQUITO, SONINO, CÉSAR TEIXEIRA e JOÃO LUCAS). Depois sentava na praça pra ver as mais lindas NORMALISTAS do mundo: Dona Cininha, Denise, Leila Aristoff, Ronilce Pinto, Nilse do Seu Cacildo da Farmácia, Telma Del Bianco, Ilze Garcia, Ana e Lena Arantes, Vanilda e Vandinha do Seu Vinícius, Lúcia do Reginaldo Siqueira, Neuza do Zezinho Padeiro, Sheila do Seu Zacarias, Icléia do Seu Azarias, Regina Maura do Zé Barrigudo, Jane Pato, Mery Neves, Vera Gerep, Zenaide do Professor Mozar, SUZEL, Eufrida e Eliane do Laércio Dentista, Glaucia Ferreira e Maria do Carmo da Maria Cunha.etc. A noite, todos os dias, vinha aquela música gostosa lá do cinema: MARCHA TURCA(MOZART). A Rivalidade política entre o PSD e a UDN pegava fogo naqueles tempos. E nos finais de semana chegavam os caminhões FENEMÊS empoeirados...cheios de CANDANGOS...vindo das barragens. Até que comecei a engraxar lá na praça nos finais de semana com os seguintes engraxates: Carlinho Corneteiro, Valtinho Gardenal, Vanderlei, Vagner, Doca, Joãozinho do Bastião Alcides, Meia Noite, Birá etc. Também vendi salgados e comecei a entregar contas para o Levindo da Padaria, Zé Ideal e para o meu pai. 

Mas saudade mesmo eu sinto...quando ouço lá no fundo de meu coração, meu pai me dizendo: CARLINHO...TEU CABELO TÁ MUITO GRANDE. VAI LÁ NO ZÉ BOTINHA e diga pra ele dar um jeito nisso...

A HISTÓRIA DOS DOIS ZAPES.

Certa feita quando meu pai estava fazendo uma reforma em casa...ele me pediu, num sábado a tarde,  para buscar um saco de cimento lá no Seu Azarias. Quando lá cheguei...a casa estava na maior risaiada. E aí veio a explicação: A DONA LULIA que era uma truqueira de primeira estava jogando truco com a Dona Adelaide mãe do Bigú, com o seu Isnar Borges e com o Seu Isaac Aristoff. Num momento de distração dos jogadores, o Fernando da Dona Bilia que estava ali sapeando, num ato de pura  inocência...acrescentou mais um ZAP no baralho. E então a coisa pegou fogo...rsrrsrsr

Quando estava levando o cimento pra casa...dei uma paradinha ali na Praça do fórum...pra ver o Gilberto do Professor Mozar tocando músicas num violão de três cordas...junto com o Estacinho e o Tião do Seu Mário Castaldi. De repente chegou o Pão de Milho...e então o que já era bom...ficou melhor ainda. E ainda deu tempo de olhar a bela CUTUTA lá na janela da casa dela. Tempo bão !!!

Depois veio a fase da quadra de basquete aberta(ao lado da Casa da Cultura). Aquele lugar foi um paraíso para a meninada de Cássia.  ADEMIR, CARLINHO DA MARIA, NILSINHO do Seu Cacildo, MARINHO do Mário Pires, BOLINHA, CÉZAR do Iriçanga, GILSINHO do Zé Teodoro, Maurício e Ronaldo Geléia, Rui, SILVIONÊ, ELGIN, LEITÃO, OSCARZINHO, LUIZ FABRO etc Maravilhosos campeonatos de Futebol de Salão, voley e Luta livre !

O MISTERIOSO PERSONAGEM MÍSTICO DE CÁSSIA.

Higino Salerno era cego e morava no centro de Cássia...na primeira casa depois da Caixa Econômica Federal. Todos os dias de tardezinha, vestia um terno, colocava um rayban e ficava ali na porta de sua casa esperando os amigos. Era também um grande olhador de sorte das pessoas. 

Aproximei-me dele quando  precisou de alguém para ler livros para ele. Em geral livros de filosofia, magia negra, cabala e misticismo em geral. E também acompanhava-o em festas, fazer compras e até na Zona. 

Higino também era comerciante de armas de fogo, comprava jóias e era um super escultor em madeira.

Ele foi meu MESTRE de ESPIRITUALIDADE. Sabia como ninguém ENERGIZAR as pessoas.